Home / Destaque / Recessão é a pior dos últimos 30 anos, diz estudo da FGV

Recessão é a pior dos últimos 30 anos, diz estudo da FGV

A recessão enfrentada pelos brasileiros nos últimos anos é a pior vivida desde os anos 80, de acordo com um novo estudo da Fundação Getúlio Vargas. Nos 11 trimestres em que está presente, a crise fez com que o país registrasse uma perda acumulada de 8,6% no PIB. O valor é equivalente ao obtido entre 1981 e 1983. Na época, o PIB recuou 8,5% em nove trimestres.

O estudo, realizado pelo Comitê Datação de Ciclos Econômicos, o Codace, leva em conta resultados negativos ou muito baixos de crescimento. “Pode ser uma tendência generalizada de queda na atividade, que às vezes aparece claramente, às vezes misturada com período de crescimento muito pequeno ou que se dá em um ou outro setor por acaso”, conta Paulo Pichetti, economista do Codace, em entrevista ao jornal O Globo.

“Além de a recessão terminada no quarto trimestre de 2016 ter sido longa e intensa, o Comitê avaliou que a recuperação tem se mostrado até aqui lenta em comparação com o padrão observado nas saídas de recessões anteriores”, detalha a pesquisa.

Crescimento

Para os próximos trimestres, o comitê aposta em uma retomada lenta da economia. Pichetti explica que uma “série de desequilíbrios” vindos de outros anos estão sendo corrigidos, o que pode levar algum tempo.

“Você tem, por exemplo, a questão da inflação. Uma redução dos juros acabou gerando a inflação de dois dígitos que tivemos em 2015 e 2016, junto a uma série de outros aumentos de preços relativos como o da energia elétrica. Agora o Banco Central tem espaço para baixar os juros de forma mais consistente, mas isso ocorre por conta da retração da atividade e do impacto no mercado de trabalho”, aponta.

Sobre Cristiano Ricelli

Cristiano Ricelli

Veja Também

Governo e caminhoneiros fecham acordo; protesto é suspenso por 15 dias

Governo e representantes de caminhoneiros chegaram a um acordo e a paralisação será suspensa por ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *