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Isolamento social: Quem tem mais culpa pelo prolongamento? Governantes ou população mal educada?

População reclama de decretos de isolamento, no entanto parte dela não ajuda e segue promovendo aglomerações

Por Juka Martins em 02/06/2020 às 11:39:52
Imagem do trânsito no Centro de Guarabira-PB

Imagem do trânsito no Centro de Guarabira-PB

Após três meses em quarentena, vendo os decretos de isolamento e distanciamento social serem repetidas vezes prorrogados pelas autoridades, em um esforço conjunto para tentar barrar a propagação do Coronavírus, boa parte da população guarabirense dá mau exemplo e não dá importância ao perigo letal que o vírus representa ao ser humano. Pessoas continuam promovendo festas e aglomerações em casas, apartamentos, bares e até em ruas dos bairros da cidade.

Afinal de contas, de quem é a culpa pelo prolongamento da querentena?

Apesar de todas as medidas protetivas adotadas pelo governo do Estado, pela Prefeitura Municipal, pelo Ministério Público Estadual e também pelos próprios lojistas, como distribuição de máscaras, álcool gel, desinfecção das ruas, entre outras medias, muita gente insiste em não respeitar as determinações e orientações. Estes desrespeitos e desobediências têm feito com que a "quarentena" se estenda ainda mais e as autoridades passem a adotarem medidas cada vez mais extremas.

Na Europa, alguns países sentiram que a medida mais adequada, em determinado momento, era o lockdown, (Fechamento total). Nestes países como a Itália, por exemplo, a medida se mostrou eficaz, mas a população teve um papel fundamental ao respeitar as medidas ficando em casa. Aqui no Brasil, no vizinho Estado do Maranhão, a mesma medida foi adotada, porém, o que se viu foi desrespeito e aglomeração de pessoas na maior parte do tempo, que colaborou para a multiplicação dos casos de Coronavírus. Até o último boletim oficial divulgado nesta segunda-feira (01), pelo governo do Maranhão, o Estado já tinha registrado 997 óbitos por Covid-19 e mais de 36 mil casos confirmados.

Esta semana o governo da Paraíba tomou medidas mais enérgicas, quase que impondo um lockdown na grande João Pessoa, na tentativa de obrigar as pessoas, que não têm necessidade extrema de sair de casa, evitem ir às ruas. A iniciativa recebeu muitas críticas por parte da população e, como não poderia ser diferente, também por parte de políticos que fazem oposição ao governo.

Grande João Pessoa terá lockdown e rodízio de veículos

Recentemente o Ministério Público da Paraíba, através da promotora Edivane Saraiva, enviou recomendação ao prefeito de Guarabira, Marcus Diôgo, no sentido de suspender as feiras do centro da cidade e do Acari, no Bairro do Nordeste. A recomendação ainda está em análise por parte do governo municipal.

Assim como em todo o país e até pelo mundo, em Guarabira lojas e empresas estão fechando as portas alegando falta de condições de manterem seus negócios funcionando, demitindo funcionários, enquanto que outros comerciantes estão chegando ao limite, na iminência de também fecharem seus estabelecimentos.

"O comércio está fazendo a sua parte. O problema é que as pessoas não se conscientizam e não respeitam as determinações. Ontem eu tive dificuldade em conseguir um lugar para estacionar o meu carro no Centro da cidade, o que acontecia antes dessa quarentena. Será que estas pessoas tinham realmente a necessidade de estar nas ruas? Enquanto o povo não ajudar, isso tudo só vai se prolongar por mais tempo". Lamentou um internauta que pediu para não ser identificado.

Os dados atualizados pela Secretaria de Saúde de Guarabira trazem até esta segunda (01) 568 casos confirmados de Coronavírus, 1808 notificações, 297 pessoas recuperadas e 10 óbitos.

Ouça o que alguns ouvintes disseram durante participações no programa Jornal da Manhã, da Rádio Constelação FM, na manhã desta terça (02) e deixe o seu comentário, com a sua opinião.

Por Juka Martins

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