Pesquisadores da USP simulam uso de edição genética contra covid-19

A partir de simula√ß√Ķes feitas com programas específicos de computador um grupo de pesquisadores da Universidade de S√£o Paulo (USP) encontrou uma possibilidade de [...]

Por Juka Martins em 27/05/2020 às 18:29:52

A partir de simula√ß√Ķes feitas com programas específicos de computador um grupo de pesquisadores da Universidade de S√£o Paulo (USP) encontrou uma possibilidade de edi√ß√£o gênica para combater o novo coronavírus. A proposta é induzir a muta√ß√£o do gene que codifica a proteína ACE2 que atua como receptor do vírus nas células.

Segundo o artigo publicado na plataforma Preprints, ainda sem revis√£o pela comunidade científica, como a proteína também tem um papel importante na regula√ß√£o da press√£o arterial, n√£o é possível simplesmente usar uma droga que reduza a express√£o da ACE2. Por isso, os pesquisadores simularam muta√ß√Ķes específicas no gene respons√°vel pela codifica√ß√£o da proteína para apenas interferir na intera√ß√£o com o vírus e a célula, reduzindo a capacidade de infec√ß√£o.

Para conseguir esse efeito, as simula√ß√Ķes usaram o sistema CRISPR/Cas9, que vem sendo utilizado por cientistas em diversas partes do mundo nos últimos anos. Com ele, é possível induzir as altera√ß√Ķes precisas no material genético das células dos organismos vivos. A técnica usa a capacidade das células de guardar material genético de vírus. Assim, os cientistas usam vírus benignos previamente modificados para levar as informa√ß√Ķes de interesse para o material genético das células, induzindo as altera√ß√Ķes desejadas.

Nesse caso, a proteína seria modificada somente em rela√ß√£o a aderência do novo coronavírus, mantendo as características necess√°rias para o bom funcionamento do organismo.

A partir dos resultados conseguidos nas simula√ß√Ķes por computador, o grupo pretende se associar a pesquisadores de virologia para conduzir experimentos em laboratório.

O trabalho foi assinado por 15 pesquisadores das faculdades de Medicina e de Odontologia do campus da USP em Ribeir√£o Preto (interior paulista). O estudo é financiado pela Funda√ß√£o de Amparo à Pesquisa do Estado de S√£o Paulo.

Fonte: Agência Brasil

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