Sofesta

Adélio Bispo explica, em vídeo, por que tentou matar Bolsonaro: 'Um impostor'

Por Juka Martins em 28/11/2020 às 00:04:00

Adélio Bispo, respons√°vel por dar uma facada no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, deu detalhes das motiva√ß√Ķes para o ato, dizendo que houve raz√Ķes políticas e religiosas e ainda afirmou que considera o presidente um impostor. O vídeo com o depoimento de Adélio foi feito pela Polícia Federal e divulgado nesta sexta-feira (27) pela revista Veja.

Internado compulsoriamente por transtornos mentais, Adélio revela que agiu por "ordem divina" e que tinha desprezo pelo ent√£o candidato porque Bolsonaro. Segundo ele, o atual presidente, que é católico, tinha se "infiltrado" no meio evangélico para angariar votos.

"Ele é um impostor, meramente um impostor", disse. Ele foi considerado inimput√°vel pela Justi√ßa devido aos problemas mentais diagnosticados. Ou seja, estar√° isento de pena em raz√£o de doen√ßa que, ao tempo da a√ß√£o n√£o era capaz de entender o car√°ter ilícito do fato.

Desde ent√£o, est√° internado no presídio federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde ele diz sofrer retalia√ß√Ķes por ter tentado matar Bolsonaro e onde prestou seus últimos depoimentos gravados em vídeo. A revista n√£o indica√ß√£o da data da grava√ß√£o.

Adélio ainda diz que planejou o ato com pouca anteced√™ncia — tr√™s dias antes da visita de Bolsonaro à cidade de Juiz de Foram, em Minas Geras — e que tinha "ordem divina". Ele conta que, no dia do ato, pensou em desistir quando Bolsonaro entrou em um prédio público. Segundo ele, até o roubo de uma arma de fogo de um policial militar no local para tentar matar o candidato com um tiro foi cogitado.

Segundo dois relatórios da Polícia Federal, Adélio agiu sozinho e n√£o fazia parte de nenhum plano maior para tirar a vida de Bolsonaro — tese que Bolsonaro chegou a discordar mesmo em discurso nas Na√ß√Ķes Unidas. O autor do atentado disse que n√£o se arrepende do ato, e que estava pronto para morrer fuzilado após a facada. "Para minha surpresa, estou vivo. Com todos esses problemas, mas vivo."

No depoimento, ele afirma que esteve próximo do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) em um clube de tiro em Florianópolis tempos antes. Porém, n√£o havia recebido "ordem divina" para atentar contra o filho do presidente. "Eu n√£o tinha pensado. Quando ele [Deus] disse, eu fiquei até surpreso", disse.

Em alguns momentos, ele fala sobre a teoria de que a Ma√ßonaria é mantida com recursos do estado, e que mesmo um agente do FBI o visitou em Balne√°rio Camboriú (SC), em 2016, quando ele ainda trabalhava como gar√ßom.

Fonte: Yahoo

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