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SUS abre consulta p√ļblica sobre uso de medicamento para o cora√ß√£o

  Atualmente no Brasil o medicamento é utilizado em hospitais particulares especializados no tratamento de pacientes diabéticos com síndrome coronariana

Por Juka Martins em 24/09/2020 às 02:32:59

 

Atualmente no Brasil o medicamento é utilizado em hospitais particulares especializados no tratamento de pacientes diabéticos com síndrome coronariana aguda que realizaram angioplastia coronariana prim√°ria. Esse tratamento j√° é utilizado pelo sistema de saúde da Alemanha, Austr√°lia, Canad√°, Escócia, Inglaterra, entre outros, com resultados comprovados pela comunidade médica desses países.

O respons√°vel pela Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do InCor – HC-FMUSP, Roberto Rocha Giraldez, explicou que a doen√ßa coron√°ria ocorre quando se formam placas na circula√ß√£o do cora√ß√£o. Com o tempo, a idade e principalmente os fatores de risco (diabetes, colesterol, hipertens√£o, tabagismo) aceleram a forma√ß√£o dessas placas que v√£o entupindo o cora√ß√£o.

"O evento agudo, o infarto, acontece subitamente porque nessas placas ocorrem fenômenos agudos que determinam que se forme um co√°gulo em cima da placa que é o que entope a circula√ß√£o. Sem sangue nenhum o indivíduo acaba tendo o infarto, que é a necrose do músculo do cora√ß√£o decorrente da falta de sangue, oxigênio e nutrientes", explicou.

O cloridrato de prasugrel atua de forma r√°pida e mais intensamente, o que é importante para o indivíduo que chega ao hospital com infarto. Além disso ninguém oferece resistência a essa subst√Ęncia, o que garante a efic√°cia para todos.

"Isso foi comparado com outro medicamento disponível, o clopidrogrel, e o resultado foi que houve uma diminui√ß√£o do infarto e um aumento do benefícios que esses medicamentos promovem, apesar do sangramento aumentar, o que é normal em medicamentos mais fortes. O prasugrel é um avan√ßo, uma nova gera√ß√£o de medicamentos antiplaquet√°rios. O benefício existe na fase aguda e também continua posteriormente."

Estudo

O presidente da Associa√ß√£o Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, destacou que h√° vantagem em introduzir o medicamento no SUS desde que seja suport√°vel financeiramente pelo sistema. "H√° uma métrica econômica para avalia√ß√£o da implementa√ß√£o de novas tecnologias em saúde. A entidade se comprometeu a participar de estudo econômico para avaliar o emprego da terapia na pr√°tica clínica. O objetivo é verificar se os dados dos ensaios se replicam na pr√°tica e se s√£o da magnitude observada no SUS. Nós temos compromisso n√£o só com a comprova√ß√£o científica apresentada mas com a sustentabilidade do sistema de saúde", afirmou.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que a consulta pública tem o objetivo de ampliar a discuss√£o sobre o assunto e embasar as decis√Ķes sobre formula√ß√£o e defini√ß√£o de políticas públicas. Para promover a participa√ß√£o da sociedade no processo de tomada de decis√£o para a inclus√£o de medicamentos e outras tecnologias no SUS, a Conitec disponibiliza suas recomenda√ß√Ķes em consulta pública por um prazo de 20 dias. Excepcionalmente, esse prazo pode ser reduzido para 10 dias em situa√ß√Ķes de urgência.

"A incorpora√ß√£o, a exclus√£o ou a altera√ß√£o de novos medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constitui√ß√£o ou altera√ß√£o de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica s√£o atribui√ß√Ķes do Ministério da Saúde. Para cumprir essas atribui√ß√Ķes, a pasta é assessorada pela Conitec.

A an√°lise da Comiss√£o deve ser baseada em evidências científicas, publicadas na literatura, sobre efic√°cia, acur√°cia, efetividade e seguran√ßa da tecnologia, bem como a avalia√ß√£o econômica comparativa dos benefícios e dos custos em rela√ß√£o às tecnologias j√° incorporadas. É imprescindível que a tecnologia em saúde possua registro na Agência Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa)", afirmou o Ministério da Saúde.

Fonte: Banda B

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