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Paraná inicia novo período de monitoramento da dengue com 79 novos casos

"Mesmo diante da pandemia da Covid-19 n√£o podemos nos descuidar da dengue, que se mantém como uma das maiores preocupa√ß√Ķes do Governo do Estado. Nossa mobiliza√ß√£o [...]

Por Juka Martins em 11/08/2020 às 23:42:06

"Mesmo diante da pandemia da Covid-19 n√£o podemos nos descuidar da dengue, que se mantém como uma das maiores preocupa√ß√Ķes do Governo do Estado. Nossa mobiliza√ß√£o para combater a prolifera√ß√£o do mosquito transmissor da doen√ßa é permanente, com apoio às a√ß√Ķes em todos os municípios", afirma o secret√°rio da Saúde Beto Preto.

"O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doen√ßa, se prolifera inclusive no inverno, por isso a recomenda√ß√£o de elimina√ß√£o dos criadouros é v√°lida para o ano todo. A dengue mata, mas pode ser evitada com a ado√ß√£o sistem√°tica da remo√ß√£o dos focos", explica o secret√°rio.

Antes do início do novo período epidemiológico, a secretaria estadual da Saúde promoveu um ciclo com sete vídeoconferências com profissionais que atuam nas 22 Regionais de Saúde, secretarias municipais e unidades de saúde, nas √°reas de Vigil√Ęncia e Assistência. Os encontros virtuais foram realizados com o objetivo de alinhar condutas de preven√ß√£o e de manejo de pacientes com dengue. Mais de 200 profissionais participaram da a√ß√£o.

Recentemente, a pasta repassou R$ 7 milh√Ķes para a aplica√ß√£o em medidas de controle e preven√ß√£o em 236 municípios.

O boletim apresenta, como novidade, o canal endêmico do Estado representado graficamente. "Por meio das imagens podemos avaliar as ocorrências e observar se os números ultrapassam os limites esperados", explica a coordenadora de Vigil√Ęncia Ambiental, Ivana Belmonte.

As cidades com maior registro de casos confirmados na primeira publica√ß√£o do período s√£o: Foz do Igua√ßu (20), Londrina (14), Pérola (9), Boa Vista da Aparecida (4) e Umuarama (3).

Ivaipor√£ , Maring√°, Indianópolis, Goioerê e S√£o Miguel do Igua√ßu tiveram 2 casos confirmados cada uma. Os municípios de Tibagi, Marechal C√Ęndido Rondon, S√£o Pedro do Ivaí, Apucarana, Sarandi, Mandagua√ßu, Colorado, Querência do Norte, Porto Rico, Inaj√°, Cruzeiro do Sul, S√£o Jorge do Patrocínio, Ubirat√£, Iretama, Campina da Lagoa, Cascavel, Medianeira, Marmeleiro e Dois Vizinhos registraram uma confirma√ß√£o da doen√ßa.

MOSQUITO – O mosquito Aedes aegypti foi introduzido no País no período de coloniza√ß√£o do Brasil, vindo da √Āfrica. Os registros indicam que os primeiros relatos de dengue ocorreram em Curitiba no século 19. Porém, foi outra doen√ßa, a febre amarela, que despertou a preocupa√ß√£o em rela√ß√£o à prolifera√ß√£o do vetor. Nos anos 50 o Brasil erradicou o Aedes aegypti como forma de controle da febre amarela.

Aproximadamente 10 anos mais tarde, após o relaxamento das medidas de controle, o mosquito surgiu novamente em território brasileiro.

Além da dengue, o Aedes aegypti transmite zika, chikungunya e a febre amarela urbana. A transmiss√£o das doen√ßas se d√° pela picada do mosquito fêmea infectado.

Entre as possíveis causas para o crescimento da popula√ß√£o do mosquito est√£o a variedade e a quantidade de recipientes que acumulam √°gua. "Anos atr√°s n√£o tínhamos tantas embalagens pl√°sticas, ent√£o era mais simples eliminar possíveis criadouros do mosquito. Os espa√ßos que represavam √°gua eram, em sua maioria, troncos de √°rvores, pedras e plantas", complementa a coordenadora.

"Hoje, 90% dos criadouros est√£o nos quintais e ambientes internos, em garrafas, lixeiras, caixa d¬ī√°gua e ralos destampados, vasilhas para √°gua de animais, vasos de plantas, coletores de √°gua da geladeira e do ar condicionado, entre outros", disse Ivana.

VÍRUS – Existem quatro tipos de vírus de dengue no Paran√°: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada pessoa pode contrair a infec√ß√£o provocada pelos diferentes sorotipos e a imunidade é gerada após a contamina√ß√£o por cada um. A reincidência da dengue pode agravar os sintomas, podendo desenvolver a forma grave da doen√ßa.

No período epidemiológico anterior, o DEN-2 teve a maior circula√ß√£o. "Como este vírus ainda n√£o havia predominado no Estado, muitas pessoas foram contaminadas. Esta é uma das avalia√ß√Ķes que fazemos para o registro de mais de 220 mil casos confirmados", comenta Ivana Belmonte.

HISTÓRICO – A Sesa monitora os dados da dengue desde 1991. O primeiro boletim apresentou 161 notifica√ß√Ķes e 16 casos confirmados, sendo que todos foram importados – os pacientes foram infectados fora do Paran√°. O primeiro informe n√£o teve registro de óbitos.

O ano de 2007 marcou a primeira grande epidemia de dengue no Paran√°. Foram mais de 50 mil notificados, cerca de 26 mil casos confirmados e sete pessoas morreram.

A série histórica da doen√ßa aponta que o último período, de 2019/2020, foi o de maior registro de casos, finalizado com 227.724 confirma√ß√Ķes e 177 óbitos.

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Fonte: Banda B

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