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Maioria dos sites que propagam fake news √© financiada por an√ļncios do Google, diz estudo

Pesquisa feita pela Universidade de Oxford indica que sites de desinformação podem conseguir melhor visibilidade que sites de jornalismo profissional. Fake News: pesquisa [...]

Por Juka Martins em 07/08/2020 às 19:18:45
Pesquisa feita pela Universidade de Oxford indica que sites de desinformação podem conseguir melhor visibilidade que sites de jornalismo profissional. Fake News: pesquisa aponta que sites de desinformação são dependentes da publicidade online

Reprodução

Um estudo realizado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e divulgado nesta sexta-feira (7), indica que a maioria dos sites que propagam fake news é financiada pela plataforma de anúncios Google Ads.

"Os sites que publicam consistentemente 'junk news' mostram estratégias profissionais de SEO [Search Engine Optimization, usadas para aumentar o alcance das publica√ß√Ķes] para disseminar seu conteúdo por meio de mecanismos de pesquisa", diz o estudo.

A pesquisa aponta 3 conclus√Ķes:

As principais fontes de desinforma√ß√£o possuem boas métricas de SEO e s√£o otimizadas para distribui√ß√£o nas buscas e nas mídias sociais, com potencial para alcan√ßar mais pessoas;

Sites de desinforma√ß√£o usam links em suas notícias de portais confi√°veis e de alto prestígio para conseguirem melhor coloca√ß√£o nos mecanismos de busca da web;

A "esmagadora maioria" dos sites de desinforma√ß√£o depende das principais plataformas de publicidade online para gerar receita, e 61% deles usam anúncios do Google.

Enquanto 61% dos portais de desinforma√ß√£o utilizam a ferramenta Google Ads para gerar receita, este índice é ligeiramente menor entre sites de jornalismo profissional (59%).

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O G1 procurou o Google para comentar os resultados da pesquisa, mas, até a última atualiza√ß√£o deste texto, n√£o obteve resposta.

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A pesquisa feita pela Oxford Internet Institute checou, entre abril e maio deste ano, 830 fontes sobre a Covid-19 e analisou as principais métricas de otimiza√ß√£o de mecanismo de pesquisa (SEO), como forma de avaliar a reputa√ß√£o online dos sites e sua dependência de publicidade digital.

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Entre os sites de jornalismo profissional analisados pela pesquisa est√£o veículos internacionais como Reuters, New York Times, The Guardian, CNN, La Reppublica e Fox News. Outros portais, como RT, SputnikNews, Alternet, Breitbart e ZeroHedge, foram considerados como fontes de desinforma√ß√£o.

Em uma escala de 0 a 100 de relev√Ęncia nos mecanismos de busca, sites de jornalismo profissional conseguiram pontua√ß√£o m√°xima de 89, enquanto portais que propagam fake news chegaram a 82. Na lista divulgada pelo estudo, a diferen√ßa de pontua√ß√£o entre os 10 principais sites de cada categoria é pequena.

"Muitos dos sites da nossa amostra foram sinalizados por pesquisadores e fact-checkers por apresentarem teorias da conspira√ß√£o e falsidades, inclusive em rela√ß√£o à Covid-19. No entanto, esses sites continuam gerando receita com publicidade", diz a pesquisa.

"Grandes plataformas de publicidade, incluindo Google e Amazon, contribuem para a viabilidade financeira e o sucesso de publicadores de 'junk news' e desinformação em torno da Covid-19."

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Fonte: G1

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