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TURISMO PÚBLICO E PRIVADO NO MUNICÍPIO A EXPERIÊNCIA DE BANANEIRAS E AREIA

A ex Prefeita Marta Ramalho conta sua história no Fórum de Turismo do Vale do Paraiba. Resumo de fala: Ganhei a eleição com o discurso da geração de emprego e renda a partir do turismo. E como resolver o prometido? Como montar uma equipe pra fazer o que prometi? Que era o tal do turismo. Trouxe para o Desenvolvimento Social uma professora da UFPB. Para a Educação, outra professora universitária e para a Saúde uma médica da cidade. E aí e faltou o turismo. Falei Ramalho convida Ana Maria Gondim, eu acho que ela daria conta deste recado que prometi ao povo, mas eu tenho vergonha de chama lá pra cá. Daí ela topou… Começamos com o Plano Diretor. Que apontou para onde o municipio podia crescer. Preparar a casa foi a primeira parte. Enfeitar a casa. Mas como sem dinheiro? As praças tem que ser cartão de visita. Vamos enfeitar com flores e árvores e tirar o lixo. As flores fui buscar no cemitério mesmo, emprestado das covas. Margaridas em todo o lugar da cidade. Com as flores do cemitério bananeiras se enfeitou. A partir do Plano Diretor deu se início aos Condomínios. Que gerou trabalho, gerou hoteis, cursos e restaurantes. Fizemos um Incentivo à produção e venda de Tilapias (vocação agrícola do município). Fiz um São João Pé de Serra com prata da casa e Elba Ramalho, com Amazam vindo na amizade. Neste caso, pra não concorrer com Solanea e Região e sim criar um alternativo de São João regional. Enchi a praça de funcionários e botei pra dançar. Barracas arrumadas com chita. Gerou mídia positiva e começou a dar certo. De 60 leitos com péssima qualidade, tem hoje mais de 600 de boa qualidade. Como era Bananeiras, como estava e o que precisava foi a palestra que comecei a dar para empresários de João Pessoa, Natal e outros lugares, com ajuda do Sebrae. Vender o município, coisas que só o prefeito sabe fazer. Tive que dar um banho de ânimo nas pessoas e convencer as pessoas que é bom. E aos investidores e jornalistas que valia a pena acreditar e fazer negocio com Bananeiras. Terrenos de 3mil reais hoje são 100mil o ha. Hoje tem muita gente do RN morando por que fui chamar o povô lá. Pra gerar emprego e renda com serviços de pedreiro, artesanato e cozinha até na zona rural. Sai criando história em tudo que é lugar e de todo o tipo, pra atrair clientes. Buchada de galinha, Peteca de melaço. E o vigor de Seu Gege que foi até para os EUA ser estudado, onde se descobriu que era da Banana do seu Sítio. Virou Bananagra. Os caminhos do frio foi uma aventura minha com mais cinco municípios busquei. No início não consegui muita adesão mas a Para’iwa nos deu grande ajuda nesta questão, principalmente dos caminhos do Padre Ibiapina. Colicamos a orquestra. Foi um desafio pra gente levar esta orquestra, pela resistência. Mas eu insisti, levei e deu certo.

Ja para Leonaldo, e o caso da Pousada Villa Real em Areia. A preocupação foi que as pessoas passavam em Areia para tirar fotos e iam embora logo em seguida… demanda gera equipamentos que gera demandas e que gera mais e melhores equipamentos e os meios de hospedagem com qualidade estão inseridas como ponto principal. A sete anos atrás Areia tinha 80 leitos e hoje tem mais de 5h00 leitos. Os micros e pequenos empresários fundaram a ATURA e começaram a trabalhar na captação de eventos turísticos para a cidade de Areia. Os empresarios buscaram não encontrar culpados (como a prefeitura por exemplo) e sim alternativas e soluções. Atualmente a Prefeitura é parceira. No caso de Areia, o entendimento é de que os grandes hotéis são impessoais e caça niqueis. Diferente dos pequenos que são pessoais e mais humanos, propagados no boca a boca. Os veranistas e de fins de semana, fizeram do município um Turismo da segunda casa. Indo os veranistas a comer nos restaurantes locais. A pousada vila Real, neste caso, lança livros, cantores e artes locais, integrando a comunidade.

Tanto Bananeiras com Areia, oferece incentivos fiscal para investidores. Precisamos de bons Condutores. Mas bons mesmo. E o empresário que pensar em ganhar sozinho dentro de uma comunidade ele está fadado ao fracasso.

Assim, entre o público e o privado na gestão do turismo. Necessário é a parceria entre ambos para o município crescer, gerar renda e emprego com consumo local.

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Cristiano Ricelli

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