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Sobrevivente narra momento em que tentou salvar marido e filho de acidente; veja vídeo

                                   Valéria diz que filho chamava Pedro de “tio Amor”

A única sobrevivente do acidente ocorrido na segunda-feira (16), em trecho da BR-412 entre os municípios de Boa Vista e São João do Cariri, contou, em entrevista à TV Correio, que o marido, condutor do veículo, perdeu o controle após desviar de uma motocicleta que cruzou seu caminho. Veja vídeo mais abaixo.

Ele, o professor universitário Pedro Germano, morreu na hora, assim como o filho da sobrevivente, de apenas seis anos. Uma estudante de 22 anos que havia pego carona com a família chegou a ser socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas já chegou em óbito à unidade.

“Eu ia ficar em Campina porque eu ia para João Pessoa. E Pedro iria para Bananeiras, onde trabalhava, junto com Suênia, que era aluna. Quando chegamos num lugar conhecido como São Joãozinho surgiu uma moto do nada e pra evitar bater de frente, Pedro desviou e capotou”, disse a sobrevivente, Valéria de Souza Cosmo.

A sobrevivente sofreu um corte profundo no braço e precisou passar por cirurgia, mas se manteve acordada durante todo o socorro. Ela contou que tentou chamar pelo marido e pelo filho.

“Quando o carro parou de capotar, eu consegui tirar a chave, desligá-lo. Chamei pelo meu filho e chamei por Pedro. Eles não respondiam. Algumas pessoas que passavam pelo local me tiraram do carro pela janela, foi quando eu vi meu filho caído no asfalto. Aí vim pra cá [Hospital de Trauma de Campina Grande], sem notícias, mas com aperto no coração porque sentia que o pior tinha acontecido”, relatou Valéria.

A sobrevivente lamentou a perda da família, mas disse que tentará reconstruir a vida. “É tentar seguir a vida sem eles dois. Não vai ser fácil, eu sei, mas tenho uma base familiar muito boa. Tenho muita fé em Deus. Sei que ele não desampara e só chama os bons. Pedro era uma pessoa incrível, que gostava muito de ajudar as pessoas. Meu filho também, era muito carinhoso e amável. Se Deus chamou é porque eles são bons e cumpriram suas missões. Meu filho chamava Pedro de “tio Amor”, eles tinham uma relação muito bonita. Para eles terem morrido no mesmo dia, há um propósito divino e é isso que me conforta, saber que eles estão lá em cima olhando por mim”, finalizou.

portalcorreio

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