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Sete exposições estão em cartaz na Estação Cabo Branco, em João Pessoa

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Sete exposições estão movimentando o fluxo de visitação da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano em João Pessoa. Jaider Esbell, Ana Lúcia Pinto, Ana Christina Mesquita, Rizemberg Felipe, Rodolfo Athayde e Márcio Rodrigues estão com exposições abertas para a visitação pública neste final de semana (sábado e domingo), no primeiro pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.

Além dos artistas citados, o público vai encontrar a exposição coletiva de fotografia “Bayeux no Brasil e na França” realizada pela Organização Não-Governamental (ONG) Aliança Bayeux Franco-Brasileira, com sede no município de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa.

O projeto tem ainda como parceira a ONG francesa Alliance Bayeux France Brésil, localizada na cidade de Bayeux (França), que idealizou a exposição em dezembro de 2015, com o objetivo de fazer com que a população das cidades conhecesse a realidade uma da outra.

A exposição, “Bayeux no Brasil e na França” que também está sendo realizada na cidade de Bayeux, na França, visa divulgar, tanto para a população francesa como para a população brasileira, a história das cidades que permaneceu praticamente esquecida ou desconhecida por quase 70 anos, chamando a atenção do público e, sobretudo da população brasileira, para a importância de salvaguardar a natureza e os monumentos históricos.

A Bayeux brasileira trocou seu nome de “Barreiras” para “Bayeux”, em junho de 1944, para homenagear a cidade francesa, por ter sido esta a primeira cidade da Europa a ser libertada do jugo dos nazistas, na Segunda Guerra Mundial, logo após o “Dia D”, 06 de junho de 1944. Outra exposição em cartaz no mesmo local é a de Ana Lúcia Pinto, intitulada “Simetria do Tempo”

Parahybas – O fotógrafo e artista plástico Rodolfo Atahyde, autor da exposição “Parahybas”, também está com exposição em cartaz na Torre Mirante. A exposição, assim como o livro que leva o mesmo nome, consiste em um inventário civil e iconográfico que contém as mais atuantes artistas e intelectuais mulheres da Paraíba. Entre os nomes estão: Marília Arnaud, Vitória Lima, Marlene Almeida, Alice Vinagre, Zezita Mattos, Soia Lira, Marcélia Cartaxo e outras. Todas fotografadas na sua imagem e identidade que são.

As imagens não são apenas um registro que permite delinear o sutil perfil de cada uma destas mulheres no seu tempo, na sua atitude política e atuação profissional, mas, em outro sentido. É um guia referencial das principais artistas e intelectuais paraibanas (talvez seja essa a primeira iniciativa, tendo, portanto, pretensões históricas) que atuam em várias áreas artísticas e culturais – literatura, cinema, teatro, artes plásticas, música, arte e educação etc.

Minha’lma Erótica – É o título da nova exposição que a artista plástica Ana Christina Mesquita Melo que tem movimentado bastante esses dias a Estação Cabo Branco. A exposição permanece em cartaz até o dia 20 de novembro, com entrada gratuita e classificação indicativa de 18 anos de idade.

A exposição, segundo Ana Christina, teve como base um poema de Adélia Prado “Erótica”, adaptado para artes plásticas por meio de esculturas de mulheres em papel machê, técnica que a artista vem desenvolvendo aprimorando a cada nova exposição. No espaço expositivo do primeiro pavimento da Torre Mirante, o visitante vai encontrar 30 esculturas em tamanhos variados, usando o papel machê com pintura acrílica.

Nós –“Nós” do artista plástico Márcio Rodrigues ficará em cartaz até o dia 12 de dezembro. No local o visitante vai encontrar oito objetos de artísticos em vários formados (painéis, totens e potes), produzidos em terracota (paper clay), com imagens em alto e baixo relevo, com engobes coloridos, queimados a 980 graus decorados com grafismo indígenas e iconografias da natureza local, coloridos com a própria terra que lhes deu forma.

“O processo de composição de cada durou em média 20 dias e cada elemento tem uma “representatibilidade”, comentou Márcio Rodrigues, curitibano que reside em João Pessoa desde 1992. Ele é neto de indígena Guarani, de onde traz toda a influência nos traços quase geométricos impressos nas peças. “Todo trabalho é feito manualmente”, contou Márcio que usa fios, cabos e plugs para chamar atenção para o homem tecnológico.

It Was Amazon – Exposição do artista plástico Jader Esbell. A exposição itinerante fica em cartaz até o dia 29 de outubro e depois segue para Recife (PE) e outros Estados. “It Was Amazon”, que traduzido significa “Era uma vez Amazônia”, surgiu com o objetivo de criar e ocupar espaços, realizar vivências e interação da cultura indígena com a arte contemporânea. É produzida e montada pelo índio makuxi de Roraima, Jaider Esbell, que faz uma provocação ao público ao apresentar linguagens, saberes e ao fazer um diálogo com sua identidade e a dos outros pelo mundo a fora.

O artista plástico Jaider Esbell apresenta 16 obras inspiradas nos horrores que acontecem na Pan-Amazônica, como o desmatamento, o alcoolismo, a morte dos rios, dos animais, a venda clandestina de madeira e aspectos do cotidiano do sujeito comum. Os desenhos são preto, branco e colorido, utilizando como instrumento uma caneta japonesa sobre um papel preto. “A intenção é fazer com que as pessoas olhem com outros olhos sobre a Amazônia e sobre os índios no Brasil”, comentou Esbell.

One World – É o nome da exposição do fotojornalista Rizemberg Felipe fruto de viagens que fez à Índia, Nepal, Peru e Cuba. “Desde pequeno quis conhecer o mundo e a fotografia me proporcionou isso”, comentou Rizemberg que já faz planos para ir a Coreia do Sul. “Passei por vários momentos nestas viagens, inclusive uma em que uma mãe quis me usar para vender um filho dela”, contou o fotógrafo.

Nesta exposição o visitante vai encontrar no primeiro pavimento da Torre Mirante 36 fotografias coloridas que medem 63 por 40 centímetros. “Sempre digo que as fotos são para inspirar pessoas”, comentou Rizemberg ao ser perguntado sobre a experiência de viajar para tantos lugares.

Simetria do Tempo – De autoria da artista plástica Ana Lúcia Pinto que fica em cartaz até o dia 20 de novembro. No local, o público poderá conferir 15 telas, duas esculturas e quatro objetos de parede que contam um pouco da trajetória artística de Ana Lúcia que comemora 23 anos de atividade no mundo das artes plásticas e visuais. A arte abstrata de Ana Lúcia é claramente identificável no uso das cores (tons amarelos, pastéis, cinza, beges, marrons, vermelho) e seus objetos geométricos (círculos, quadrados, triângulos), bem como no uso de materiais para sua composição (pedras, cordão e outros). “A arte abstrata dá para fazer várias leituras”, comentou Ana Lúcia, que falou ainda que o tempo é cíclico. “Existe tempo para tudo, para o amor, para a dor, para a vida”, comentou.

A artista reside e trabalha em João Pessoa, cidade onde nasceu. Nestes 23 anos buscou na pintura, escultura, objeto e cerâmica, motivações para expressar a sua criatividade. Participou de diversas mostras no país e no exterior. No país, em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife, Natal e João Pessoa. No exterior da Mostra Tropical Brasil Tropical em Maryland nos Estados Unidos.

Sobre Cristiano Ricelli

Cristiano Ricelli

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