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“Presidimos uma CPI que não acabou em pizza”, diz Efraim após operação da PF

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A operação que foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (05), pela Polícia Federal, tem como base a CPI que tramitou na Câmara dos deputados, presidida a época, pelo líder em exercício do Democratas, deputado Efraim Filho (PB).

“O trabalho que fizemos na Câmara durante oito meses mostra que estávamos no caminho certo. É gratificante ver uma CPI que não acabou em pizza, produziu provas e subsidia o Ministério Público Federal e a Polícia Federal na realização de operações como esta de hoje”, afirmou o parlamentar ao citar a Operação Greenfield.

Ele lembrou ainda que a CPI foi citada 33 vezes no relatório policial da Greenfield e que a operação foi baseada na análise dos déficits dos fundos de pensão. Efraim destacou que “a relação da operação com a CPI é total. Tanto que na peça que solicita os mandados de busca e apreensão, a CPI é mencionada várias vezes como fonte de informações”. Outras informações, como os valores apontados como déficit e a divisão em núcleos, também se aproximam muito do relatório final da CPI.

Dos dez casos que estão na mira da Polícia Federal, oito foram investigados por integrantes da Comissão de Inquérito da Câmara. O relatório aprovado pela comissão aponta desvios de R$ 6,6 bilhões, valor que, segundo a PF, pode chegar a R$ 8 bilhões. A diferença se justifica porque agora outros casos estão sendo investigados, declarou o líder.

Para o deputado paraibano, “o papel da CPI foi cumprido”.

Efraim Filho lembrou ainda, que o “modus operandi” dos esquemas de corrupção do PT se confirma nesta operação, visto que o o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto é um dos alvos da Greenfield. “É um emaranhado de corrupção. A operação de hoje é a ponta do fio de novelo para um esquema que pode superar o que foi visto na Petrobras”, afirmou.

Ao todo, 560 policiais federais cumprem 127 mandados judiciais expedidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal.

Os recursos desviados fizeram com que aposentados e pensionistas tenham que pagar cotas, descontadas dos seus honorários, para recompor as finanças dos fundos e tudo isso está comprometendo e até mesmo inviabilizando pagamento de benefícios para estas pessoas que contribuíram durante toda a vida. “Pela primeira vez na história deste país a corrupção está sendo descontada em contracheques, infelizmente a conta está sendo paga por quem foi lesado e não por quem fez os devios”, finalizou Efraim Filho.

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Cristiano Ricelli

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