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Preço do botijão de gás deve subir, diz presidente da Petrobrás

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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, admitiu nesta terça-feira (1º) que a redução de subsídios ao GLP, o gás de cozinha, pode aumentar o preço do botijão para o consumidor. Ele considerou, no entanto, que o impacto deve ser “pequeno”.
“O impacto que a gente calcula que possa ter é de 50 centavos, em alguns lugares até menos que isso”, disse Parente, enfatizando a expectativa de que o eventual reajuste no preço “seja contido nessa dimensão”.
Parente destacou ainda que a Petrobras não alterou o valor do GLP. “O que está sendo feito é uma mudança realizada na logística. Não houve reajuste do GLP, a tabela [de preços]é exatamente a mesma”.
O presidente da Petrobras explicou que o objetivo da companhia foi eliminar os subsídios cruzados no âmbito da logística do gás, viabilizando novos investimentos na própria logística.
“O objetivo é que você possa ter em relação às empresas que compram o gás um preço justo pela infraestrutura da Petrobras que elas utilizam”, disse.
A Petrobras informou mais cedo que alterou os contratos de fornecimento de GLP. Segundo a estatal, alguns subsídios dados às distribuidoras foram reduzidos, o que poderá elevar o preço do botijão. Hoje, os preços são livres.
Por meio de nota, a Petrobras estimou que o impacto sobre os preços do botijão de 13 kg – referência para uso residencial – é de R$ 0,20 por unidade, na média do país. “Isso representa 0,36% no preço de um botijão que custe R$ 55, por exemplo. De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão em nenhum ponto do país.”
Caberá às distribuidoras e revendedoras decidir se absorverão o possível aumento causado pelo fim dos incentivos ou se repassarão o custo aos consumidores, de acordo com a petroleira.
Fonte: G1

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