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Novo bispo de Guarabira pode sair de uma lista de mais de 80 nomes. Veja

Tradicional procissão de Nossa Senhora da Luz reuniu, aproximadamente, 12 mil fiéis (Foto: Divulgação)
Multidão sempre acompanhou as cerimônias presididas pelos bispos, no átrio da Catedral de Guarabira.

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando chegará o novo bispo para a Diocese de Guarabira? Quais os critérios para a escolha de um bispo? Quem tem esse poder?. Essas são perguntas que os fieis católicos da região de Guarabira fazem desde o dia 18 de setembro quando o dom Lucena assumiu a Diocese de Nazaré da Mata.

Administrada atualmente pelo Monsenhor José Nicodemos, escolhido pelos padres integrantes do Colégio de Consultores, a Diocese de Guarabira espera por um pastor que será conhecido provavelmente no próximo ano. Essa é uma expectativa quase unânime entre os padres devido ao rito célere adotado recentemente pela Nunciatura Apostólica no Brasil.

Nunciatura? O que é isso? – É a Embaixada ou Secretaria do Vaticano no Brasil. Seu titular, o núncio apostólico, é, portanto, como um embaixador da Santa Sé no país a que foi designado. O arcebispo italiano, Dom Giovanni d’Aniello, atual representante do Papa em terras brasileiras, é quem chancelará o nome do novo bispo de Guarabira.

O sucessor de dom Lucena pode está numa lista de aproximadamente 80 nomes indicados por padres e bispos das Dioceses do Regional Nordeste 2 que compreende Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Pernambuco. As contas foram feitas pelo Monsenhor Nicodemos, que adiantou também que cada bispo ou padre consultado pode indicar até 3 nomes, mas é obrigado a guardar o segredo pontifício.

As cartas consultivas já estão circulando e algumas já foram respondidas por padres de Guarabira. Portanto, o novo bispo pode ser de fora ou mesmo da própria Diocese.

Segundo o Código Canônico em seu artigo 378, § 1, para que alguém seja considerado idôneo para o Episcopado,requer-se que: 1.° tenha fé firme, bons costumes, piedade, zelo das almas, sabedoria, prudência e seja eminente em virtudes humanas e dotado das demais qualidades, que o tornem apto a desempenhar o ofício; 2.° goze de boa reputação; 3.° tenha, ao menos, trinta e cinco anos de idade; 4.° tenha sido ordenado presbítero pelo menos há cinco anos; 5.° tenha adquirido o grau de doutor ou ao menos a licenciatura em sagrada Escritura, teologia ou direito canônico, num instituto de estudos superiores aprovado pela Sé Apostólica, ou ao menos seja verdadeiramente perito nestas disciplinas.

Ao longo dos séculos foi introduzida a escolha por meio de consultas sigilosas. Embora não pareça à primeira vista, é um método muito democrático e seguro, o sacerdote é indicado por um bispo, pode ser da sua própria diocese ou de outras, esta indicação chega à Nunciatura Apostólica (embaixada do Vaticano) em cada país. Com a indicação muitas informações da vida pessoal: vida moral, capacidade de administrar, capacidade intelectual, capacidade pastoral, trato com o povo, especialmente com os mais pobres, nomes de pessoas que trabalharam com o referido padre, além de outros padres, religiosos (as) que o conhecem. A Nunciatura envia inúmeras cartas consultivas e sigilosas com perguntas para verificar os quesitos elencados. As pessoas podem falar o que quiserem, pois tudo ficará em segredo. O candidato não sabe do conteúdo informado, só depois que este processo de análise é feito no referido país, ele é enviado a Roma, para outra análise na Congregação para os bispos, depois o Papa deve ele mesmo escolher e nomear. Só assim, depois desse cuidadoso processo, o sacerdote será consultado se aceita ou não a sua nomeação, para a diocese que a Igreja designar, porque suas características podem responder muito mais a uma diocese bem distinta daquela em que ele viveu e trabalhou.

Rafael San

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