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Jovem diz que policial errou ao matar estudante em blitz de JP; PM nega e rebate

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“Um menino bom, que pensava em terminar a faculdade e que jamais faria mal a ninguém”. Esse é parte do relato de um jovem que não quis se identificar e contou o que aconteceu na noite em que Cícero da Silva Júnior, de 20 anos, foi baleado e morto pela Polícia Militar em uma blitz, na Orla de João Pessoa, nessa sexta-feira (21). O jovem estudante de Fisioterapia morava em Teotônio Vilela, no interior de Alagoas, e estaria na capital paraibana a passeio. A fonte diz que o policial que atirou errou, enquanto a PM nega e rebate.

Cícero seguia na garupa da moto enquanto o amigo pilotava. De acordo com essa fonte, ao Portal Correio, os dois passavam pela orla quando o piloto sentiu que Cícero já não estava mais na garupa. “Ele [o condutor da moto] disse que não viu nenhum bloqueio policial, nem muito menos ouviu policiais pedindo para que a moto fosse parada”, disse a fonte. “Quando ele percebeu, Cícero já tinha sido baleado e estava caído na rua”, continuou.

Segundo esse relato ao Portal Correio, a bolsa que os dois carregavam na moto tinha documentos deles e três aparelhos celulares. A PM disse na noite dessa sexta que um policial atirou porque teria visto Cícero apontar uma arma em direção aos policiais e também porque o condutor da moto teria desobedecido a ordem de parada em uma blitz. Ainda conforme a Polícia Militar, a bolsa dos dois teria objetos que seriam provenientes de assaltos.

“Cícero e o amigo estavam passeando e voltavam de uma loja de celulares, de onde tinham retirado do conserto um dos aparelhos achados na bolsa. Os outros dois telefones e os documentos eram deles mesmos. Eles não são bandidos e não tinham arma”, afirmou a fonte.

Depois de Cícero ter sido baleado, uma ambulância do Samu chegou rapidamente ao local e tentou socorrê-lo para o Hospital de Trauma, mas, segundo a unidade de saúde, ele já chegou sem vida. De acordo com a fonte do Portal Correio, o tiro atingiu o pescoço e teria sido disparado quando Cícero estava de costas. Em boletim emitido neste sábado (22), o Hospital de Trauma informou que a vítima foi levada para o local em uma viatura da PM.

A previsão é de que a família da vítima viaje de Alagoas a João Pessoa ainda neste sábado (22) para providenciar o traslado do corpo para Teotônio Vilela (AL), onde ele deverá ser sepultado na tarde deste domingo (23).

Parentes do jovem e o amigo dele, que conduzia a moto, deverão ir à delegacia com um advogado para saber como proceder com o caso e como vão ser as investigações.

PM rebate

Em nota divulgada neste sábado (22), a Polícia Militar manteve a versão de que os jovens na moto furaram o bloqueio policial e que um deles teria sacado uma arma.

“A Polícia Militar vem a público informar que, sobre a ocorrência da blitz do bairro de Manaíra, realizada na noite dessa sexta-feira (21), em João Pessoa, quando dois homens em uma moto tentaram atropelar os policiais que realizavam a ação e um dos ocupantes teria tentado sacar uma arma contra um PM que reagiu, segundo a versão dos participantes da blitz, o fato já está sendo acompanhado pela Polícia Civil, a qual foi entregue a arma apreendida no local do fato e apresentado para prestar esclarecimentos o policial que reagiu contra a ação da dupla”, diz o começo do texto.

A assessoria da PM falou ainda que o local escolhido para a blitz atendeu denúncias de assaltos registrados nos últimos dias nos bairros de Manaíra e Bessa. “[Os assaltos] tinham como suspeitos homens de moto, situação que também deve ser investigada, já que na bolsa de um deles foram encontrados celulares e documentos de terceiros”.

A Polícia Militar finalizou afirmando que contesta as acusações de que o policial errou e vai esperar a conclusão dos procedimentos de praxe que são realizados em casos como esse. “Estamos prestando assistência jurídica e psicológica para o policial que estava na situação, refutando desde já qualquer julgamento que não seja com base em provas e procedimentos previstos em lei, como vem sendo especulado desde o momento do fato”, concluiu a PM.

portalcorreio

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