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FHC RECONHECE: O GOLPE FICOU BEM MAIS DIFÍCIL

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Diante de uma plateia de banqueiros e investidores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a saída da presidente Dilma Rousseff por qualquer meio, reconheceu que o “impeachment ficou difícil agora”; mais do que isso, ele afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem o PSDB se aliou na conspiração golpista, é quem deve ser “impeachado”; para o tucano, tirar Dilma não é a solução; “Sem querer absolvê-la, mas não basta tirá-la e colocar outro, porque a condição está aí, o Congresso desse jeito”, disse; FHC ecoa o discurso da colunista Eliane Cantanhêde, que, no fim de semana, afirmou que ‘o impeachment subiu no telhado’

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em sua primeira aparição pública de 2016, disse que o impeachment da presidente Dilma Rousseff ficou bem mais difícil. Para ele, o processo não deve avançar no Congresso e o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve ser “impeachado”.

FHC participou de um evento do Credit Suisse no qual o Estado de S. Paulo participou. Segundo o jornal, ele ainda falou sobre os sinais de reaproximação de Dilma com o seu vice, Michel Temer. “Acho que o vice-presidente, no cenário que está aí exposto, assumiu compromissos com uma linha mais consequente com o Brasil”, disse.

As notícias recentes são de que Temer fez um recuo estratégico da sua defesa do impeachment para não sofrer com a oposição do governo à sua reeleição como presidente do PMDB. Isso porque seu partido está rachado entre os que apoiam o impeachment de Dilma e os que são contra ele. Neste segundo grupo está o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que defendeu que Renan Calheiros (PMDB-AL) seja o sucessor de Temer na presidência do partido.

Marina

Além de falar que o impeachment “esfriou” por conta da situação delicada de Cunha e dos interesses do vice-presidente, FHC comentou a fala ainda de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, de que a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) seria mais adequada. Ele afirmou que o desfecho deste julgamento cabe ao tribunal e não aos atores políticos. O ex-presidente questionou, ainda, quais seriam as implicações desta cassação, caso ela fosse adiante.

“Você anula as eleições e a regra é a mesma? Os partidos são os mesmos? Não faz uma mudança mais profunda na legislação eleitoral? Do ponto de vista nacional, era melhor aprofundar mais a crise política, porque é preciso mudar mais profundamente as regras, fazer mudanças mais profundas no Brasil. Não é pessimismo, mas isso leva anos”, afirmou Fernando Henrique.

 

Ricardo Bomfim

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