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Dispositivos intuitivos garantem mais autonomia às pessoas com deficiência

É na ponta do dedo que João Anadão, 58 anos, deficiente visual, consegue mais autonomia para cumprir suas tarefas cotidianas. “A gente pode citar dois grandes momentos da história da pessoa com deficiência visual: a criação do braile e o surgimento dessa tecnologia assistiva”, afirma, usando o termo técnico para identificar recursos e serviços que ampliam as habilidades funcionais de pessoas com deficiência. No simples alcance do celular, ele consegue ler, escrever, reconhecer cédulas e, mais importante, ter um emprego.

“A tecnologia veio dar essa assistência para permitir que o deficiente ingresse no mercado de trabalho”, diz Doron Sandka, diretor comercial da empresa Mais Autonomia, responsável pelo Orcam My Eye, um dispositivo formado por uma câmera montada nas armações de óculos e conectada a um aparelho que cabe no bolso. A câmera reconhece textos, produtos e até mesmo rostos, e fala por meio de um fone de ouvido ao usuário o que está na frente dele. O acionamento tanto pode ser feito por um clique ou com o usuário apontando para o que quer que seja reconhecido. A grande facilidade do Orcam é que ele funciona offline. O preço ainda é um tanto alto: R$ 14.90

MEUS OLHOS
Aparelho reconhece rostos e avisa ao usuário por meio de um fone de ouvido

Felizmente, mesmo quem não tem tanto dinheiro pode contar com a tecnologia como aliada. Há várias opções de aplicativos gratuitos que podem ser baixados nos celulares. Um exemplo é o My Eyes, que conecta deficientes visuais com voluntários que possam “emprestar sua visão” por alguns minutos para que os deficientes possam identificar locais e placas. Existem também outros apps que permitem a tradução simultânea de LIBRAS, assim como os que mostram para os usuários locais com acessibilidade na cidade em que ele está. A tecnologia não se limita ao auxílio de deficientes visuais. Quem tem limitações motoras pode utilizar o mouse ocular que permite com que o deficiente se comunique com o computador com o movimento dos olhos, e através de softwares especiais, possa escrever livros ou em casos mais graves, até pedir ajuda caso esteja passando mal. T.S.

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