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Caso de jovem morto em blitz de JP ainda é duvidoso e investigação vai durar até 30 dias

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O revólver calibre 38, que teria sido achado com o estudante universitário Cícero Maximino da Silva Júnior, de 20 anos, morto por um policial militar, vai ser encaminhado para a perícia no Instituto de Polícia Científica (IPC), em João Pessoa ainda nesta segunda-feira (24). A informação foi repassada ao Portal Correio pelo delegado Giovanni Jacomelli, que vai presidir o inquérito. A morte do jovem aconteceu na noite de sexta-feira (21), no bairro de Manaíra, orla da capital paraibana. O corpo do estudante foi enterrado nesse domingo na cidade onde ele morava, Teotônio Vilela, em Alagoas.
“Recebi o inquérito no fim de manhã de hoje (segunda). Estou encaminhando ainda nesta segunda a arma para exames de balística. Posso adiantar que o revólver 38 está com quatro munições, nenhuma deflagrada, e não há numeração na arma de fogo, pelo menos não identificamos. Mas, apenas o exame poderá dar a exatidão da procedência do revólver. Entretanto, vou esperar os exames cadavérico e da arma para acelerar o caso. Vou começar a ouvir todos os envolvidos”, falou o delegado ao Portal Correio.
Jacomelli disse ainda que no inquérito não constam os celulares que, segundo a PM, teriam procedência “duvidosa”. Perguntado sobre os aparelhos, o delegado foi enfático em dizer: “Não recebi celular algum. Apenas consta a arma de fogo”, resumiu, dizendo que a Delegacia de Homicídios tem até 30 dias para encerrar o inquérito.
O corregedor geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Jerônimo Araújo, disse que uma sindicância interna será aberta nesta segunda para apurar se houve erro do policial militar. “Vou receber a ficha de ocorrência ainda nesta segunda, abrir uma sindicância para apurar a morte do estudante e saber se houve erro ou não do PM. Tudo será analisado e investigado pela Corregedoria. Ainda é prematuro dizer algo sobre o caso”, comentou ao Portal Correio.
PM culpa piloto
Na manhã desta segunda (24), o coronel Victor Lamack, comandante do 1º Batalhão, disse em entrevista na rádio 98 FM que a culpa da morte de Cícero Maximino foi do piloto da moto em não respeitar a ordem policial. O comandante ainda levantou a suspeita da procedência dos aparelhos celulares e da moto encontrados com os jovens.
“A gente lamenta a perda da vida humana, mas infelizmente foi uma consequência da ação do piloto que vitimou o estudante. Não sei se ele é amigo da família e o que o levaria fugir da blitz. A ação dele [piloto] que provocou isso. Outro fato que nos chamou atenção era a procedência dos celulares e da moto. Como conseguiram esses equipamentos caros?”, questionou o policial.
A blitz da PM acontecia na Avenida João Maurício onde, segundo a Polícia Militar, tem ocorrido uma série de denúncias de assaltos por homens em moto. Lamarck disse que a PM na Paraíba é legalista e pacificadora e que os números de letalidade são baixos.
O piloto da moto disse que não parou na blitz porque não a viu e não ouviu ordem de parada.
Família pede justiça
Miriane Silva, irmã do estudante, declarou no programa Correio Manhã da 98 FM que a PM está mentindo. Ele desmentiu um suposto envolvimento do irmão em crimes e avisou que tudo será provado; que Cícero Maximino e o amigo não pessoas de bem e que houve erro da PM em matar o jovem.
“A polícia errou em matar meu irmão. Não precisava disso. Vamos provar que a PM está mentindo. Tudo que tinha na bolsa do meu irmão pertencia a ele e ao amigo e tem nota fiscal. Eles não estavam armados. Os dois são pessoas de bem. Queremos e vamos fazer a justiça”, falou a jovem, aos prantos, por telefone.
Cícero Maximino cursava Fisioterapia em uma faculdade particular de Alagoas. Ele se formaria no fim deste ano e estava em João Pessoa para passar o fim de semana na casa de um amigo. Filho de uma dona de casa e de um pedreiro, o estudante universitário estava cheio de planos para  carreira profissional.
Fonte:Portal Correio

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