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CRÍTICA – DOUTOR ESTRANHO

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Encerrando com chave de ouro o calendário de filmes de super-heróis de 2016, a Marvel Studios inova, surpreende e não deixa a desejar na apresentação de seu novo super-herói. Doutor Estranho é o décimo quarto filme do estúdio e o segundo da fase 3 de seu universo cinematográfico.

Após nos apresentar vários heróis já bastante famosos e que já detinham a simpatia do público, a Marvel foi aos poucos introduzindo novos personagens (já conhecidos nos quadrinhos) nos cinemas, foi assim com Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga e a aceitação foi total. Agora o estúdio tinha um novo desafio, além de apresentar um novo super-herói precisava apresentar um novo universo, o universo místico ou plano astral. Com alguns elementos místicos já apresentados em Thor e Guardiões da Galáxia, agora é hora do público entender que o universo vai além de outros planetas e galáxias, existem dimensões incontáveis denominada de Multiversos.

Stephen Strange é um neurocirurgião de sucesso que se desafia sempre em sua profissão e busca ao máximo novos desafios para manter ele no topo dos melhores da área. Uma figura arrogante e presunçosa que se vê sem chão ao sofrer um acidente que causou danos em seus nervos das mãos, impossibilitando-o de continuar exercendo a profissão. Strange parte então em busca de todos os meios da medicina para buscar sua cura, e após quase acabar com todo seu dinheiro descobre um lugar no Nepal chamado Kamar-Taj. Lá, Stephen é desafiado a abrir mão de muitos ensinos da ciência para compreender que o mundo tem outras dimensões e que existem forças místicas malignas a serem combatidas.

Desde os primeiros minutos do filme o espectador mergulha em um mundo psicodélico, em um show de efeitos especiais para chocar e mostrar que agora a pegada é outra. O filme deixa claro que os heróis que já conhecemos anteriormente combatem ameaças físicas, os magos combatem ameaças místicas.

Introduzir esse novo universo não é uma tarefa nada fácil, e essa batata quente ficou na mão de Scott Derrickson, que com sua experiência em filmes de terror como O Exorcismo de Emily Rose e A Entidade, pode introduzir esses elementos místicos e trazer muita psicodelia ao filme.

O elenco é um show à parte. Benedict Cumberbatch brilha no papel do Doutor Estranho, e faz com que tenhamos nojo de suas atitudes como neurocirurgião, mas nos cativou aos poucos com suas mudanças. É a melhor introdução de personagem da Marvel desde o Homem de Ferro, sem dúvidas. Aliás, sarcasmo e arrogância são elementos de outro personagem de Cumberbatch que também o consagrou, Sherlock.

Mesmo com a reprovação prévia dos leitores dos quadrinhos, Tilda Swinton traz tudo o que esperávamos da anciã. A reprovação dos leitores se dá devido a anciã nos quadrinhos ser, na verdade, o ancião. Mas essa é a única divergência, a personagem inspira sabedoria e imponência sempre que necessário.

Além desses, o elenco ainda conta com Rachel McAdams (Meninas Malvadas), Chiwetel Ejiofor (Perdido em Marte) e Mads Mikkelsen (Hannibal) no papel do violão Kaecilius, talvez um dos pequenos erros do filme, que por ter tanta coisa a apresentar nesse filme de estreia não conseguiu desenvolver o enredo do violão, e deixou em aberto um pouco de suas motivações para o mal.

Como de praxe não podia faltar Stan Lee, com uma aparição rápida e bastante cômica e piadas que já fazem parte da fórmula Marvel, mas que em determinados momentos atrapalham cenas que poderiam ser primordiais no desenvolvimento dramático.

Em sua primeira semana de estreia, Doutor Estranho estraçalhou as bilheterias brasileira levando mais de 1 milhão 152 mil pessoas às salas de cinemas.

Para os apressadinhos, fica a dica ai que o filme tem duas cenas pós-crédito: uma que revela algo sobre Thor: Ragnarok e outra sobre uma possível (e ainda não confirmada) continuação de Doutor Estranho.

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